terça-feira, 1 de março de 2016

Prisão Psíquica



Ó doce nectar! Percorra as minhas entranhas
E tire esse parasita que cresce em minhas veias
Porque eu fui ferida
Minha pele se afunda cada vez mais.
Vitalidade!
Por onde andas?
O sol não esquenta esse corpo frígido.

Ó Grande Artesão! Forje-me
Um novo amanhã
Dê-me um desfecho
Onde eu seja sã.
Porque eu fui quebrada
Meu espirito, queimado
Não estou doendo, não.

Ó sombra amiga! Não negue meu desejo moribundo
Apenas me deixe só
Rime-me com uma poesia
Por que rasgasse meu coração?
Visão chagada, esquisita
Uma prisão psíquica
Um "Eu" virando solidão.

Ó meu ungento!
Perfuma-me com cheiros azedos
Alivie meus pensamentos laborosos
Para que eu goze de um breve alento.
As cores morreram, o sonho eclipsou
Não há de melhorar
O que um dia nunca foi.

Não há de melhorar
Meu réquiem soou
Não há de melhorar
O parasita acordou
Não há de melhorar
Não é assim que eu sou
Não há de melhorar
Prisioneira de onde estou.