quinta-feira, 13 de outubro de 2016

O Antigo Vulcão



Este corpo duro, solidificou
As labaredas se extinguiram.
O antigo vulcão mais uma vez se entregou
O vento se foi, como suas emoções.
Inerte e frio
Ele está lá
Esperando o silêncio
Se dissipar.

Mais uma vez
As chamas se levantam
Um combustível novo, sua ignição
E as labaredas dançam anunciando a chegada do verão
As cinzas são expelidas e espalhadas pelos oceanos, voando sem direção
Suas forças aumentam, numa estrondosa explosão sonora, rasgando falsa paz
Que um dia sonhou em alcançar. Sua fúria derrete as pedras que restaram dentro
Ou qualquer barreira que atrase seu fluxo supremo, pois dessas chamas, que tudo arrasa
É onde a vida irá se renovar. E o antigo se vai... Não sobrará nada... Leve tudo embora...
Está tudo podre. Lava que purifica, ira que vinga a natureza, faça brotar de novo sua pura beleza.